segunda-feira, 12 de março de 2012

Gosto pelo brilho por Use Fashion

Não é de hoje que se comenta o gosto do público brasileiro pelo brilho, pelo suntuoso. Afirmar isso já é lugar-comum entre os profissionais que lidam com a moda. A estampa, o acabamento, o detalhe em cristal, que chamam a atenção na vitrine e entram na lista de venda certa, funcionam ainda como chamarisco para outros produtos. Já que tendências, tanto do verão 2012/13 como do inverno 2012, apontam para materiais e adornos brilhantes, fomos atrás de algumas possíveis explicações para o sucesso desse tipo de material por aqui. Acompanhe.

Das passarelas internacionais e nacionais vem a confirmação de que o brilho tem espaço certo, seja no verão ou no inverno, e nas mais diversas versões: da pedraria ao couro, dos fios metalizados ao veludo cristal. O que marca a presença desses aspectos na moda atual é que ele são indicados para ocasiões que vão além da festa, levados com propriedade para a moda do dia a dia.


Gucci - Milão | Dolce & Gabbana - Milão | Alexandre Herchcovitch - SPFW | Animale - SPFW


Nas ruas de diferentes estados do Brasil, a tendência já faz parte do cotidiano. 
Belo Horizonte - MG  | São Paulo - SP | Porto Alegre - RS


O gosto pelo suntuoso tem ligação estreita com a estética da nobreza de tempos passados, e da que ainda resta em algum ponto do planeta. Desfilando na SPFW, a marca Animale ilustrou ao pé da letra a conexão. Para chegar aos veludos e aplicações de cristais da coleção, a equipe criativa fez uma longa pesquisa pela Rússia czarista, visitando preciosidades como a Sala Âmbar localizada no Palácio de Catarina em São Petersburgo.

Animale - SPFW | Sala de Âmbar, Palácio de Catarina – Rússia


Na história brasileira, dois momentos contribuíram para fixar o gosto da nobreza entre seguidores e súditos. Por volta do final do século 17 e início do 18, a descoberta de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso favoreceu uma arquitetura religiosa suntuosa, com igrejas cobertas de ouro que podem ser  encontradas até hoje em estados como Minas e Bahia. A chegada da família real portuguesa, em 1808, aportando com tecidos e joias europeias em meio ao atraso do Brasil da época, mais acostumado com tecidos rústicos,  também causou grande impacto no imaginário coletivo, influenciando os costumes da então colônia.

Igreja Barroca em Ouro Preto, MG | Dom João VI, retratado por Debret | Vestido original exposto em 2008 na mostra “Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI” na Casa França-Brasil. RJ.


Ainda no período colonial, as mulheres negras e escravas na Bahia acumulavam riquezas nas negociações que faziam pelas ruas e, seguindo a moda da corte, cobriam-se de joias encomendadas por elas mesmas. O resultado é espantosamente rico e as peças ficaram conhecidas como  “joias de crioula.”

Imagens do livro "Joias de Crioula"


Essa apropriação estética dos costumes da corte também é traduzida naquela que é a mais exuberante das manifestações populares nacionais, o Carnaval. Uma das origens dos desfiles e cortejos pelas ruas durante o carnaval vem de um hábito da realeza. Conforme constam nos registros históricos, os cortejos reais cruzavam as cidades e serviriam para reafirmar o reconhecimento da nobreza. Com o passar dos anos e as mudanças políticas ocorridas, as classes inferiores adotaram costume semelhante em meio à comemoração do carnaval adotando o brilho falso da fantasia para garantir sua parcela de luxo.

À esquerda, cortejo da família real pelas ruas do Rio de Janeiro | Na mesma cidade, em 2008, é a escola de samba Mocidade que ilustra a chegada da família real.


Séculos depois, o fascínio pelo brilho e pelo luxo ainda é explorado como maneira de caracterizar os novos ricos, particularmente na novela brasileira. Personagens que tem posses e pouca tradição vestem-se com brilho e alguma extravagância. Fonte de grande influência popular, as novelas acrescentam um tempero aristocrático à trama através do figurino, quase sempre em personagens cômicos, vilões ou em protagonistas  espalhafatosos.

O cômico Crodoaldo Valério e sua “rainha” Teresa Cristina, da ficção Fina Estampa | A mítica viúva Porcina de Roque Santeiro.


Outro lado do brilho é a associação com o luxo real, aquele pelo qual se paga caro. Entre nós, foi a entrada de marcas internacionais que nos ajudou a travar contato com  produtos icônicos, intensificando o desejo dos brasileiros, ascendentes economicamente ou ricos de longa data, pelos aspectos suntuosos.
Caneta Montblanc | Christian Louboutin 


Barato ou caro, o luxo ou a simulação dele, migra para produtos do dia a dia. Quem não pode ter a caneta cravejada de 4.810 pequenos diamantes da Montblanc, investe no mouse coberto de cristais de plástico, facilmente encontrado nas lojas de informática. Até a popular Havaianas entrou na onda  e há tempos vende tiras metalizadas e adornadas com enfeites preciosos e metais.
Mercado popular


Nada mais oportuno que investigar o gosto nacional por produtos que tenham essa natureza exuberante, isso porque o mercado de moda aposta boa parte das fichas neles. Uma das tendências de materiais da UseFashion, batizada de Imaterialidade, agrupa tecidos, couros, malhas e componentes brilhantes para o verão 2012/13. O dourado pesado das joias do passado, o prateado e as cores de pedras preciosas são levados para tecidos planos leves, couros e componentes.

Em cima: Première Vision - Fórum Actualisation | Expofil - Masters of Linen 
Embaixo: Le Cuir à Paris - MC Clols | Mod´Amont - Tendências - Leather and Goods


O verão que aos poucos chega no hemisfério norte confirma não só o brilho, mas também a sedimentação definitiva dele na roupa do dia a dia. No Brasil, a sabedoria popular costuma dizer em ditados variados que brasileiro gosta de brilho e luxo. E parece ser verdade. Tendências com essa inclinação, quando não nascem por aqui, mal surgem em algum ponto do planeta e logo ganham potência e personalidade na moda brasileira. Saber que este gosto deita raízes no barroco nacional, na sedução pela realeza e é largamente explorado em manifestações como o carnaval, além da novela que é conhecimento estratégico, abre boas possibilidades para a pesquisa e para a criação e janelas de entendimento para o comportamento do consumidor. Que tal uma boa olhada nas impressionantes roupas desenhadas para as porta-bandeiras do último carnaval?

J.Crew - Nova York |  DSquared2 - Paris | Miu Miu - Paris


sexta-feira, 9 de março de 2012

Momento de elevar a auto estima

Coisas simples do nosso dia a dia, como relembrar o passado, as lembranças... Nos da vontade de voltar no tempo, esquecer um pouco da loucura atual. Nota-se uma grande tendência retrô, eletrodomésticos, decoração, enfim no design. A moda?  A silhueta e as cores nos remetem as décadas de 50 e 60.
  Que tal um novo shape, calcinhas maiores que corrijam as pequenas imperfeições, por mais que às vezes elas nem existam...
  Tecidos transparentes, powers, laises, brihos, cores neutras, cobrir e revelar ao mesmo tempo, tudo para trazer o senso de medida certa, elevando assim a auto estima.




quinta-feira, 8 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Momento de relaxar...

Libertar a alma das preocupações, relaxar... Ler um livro, ouvir uma música, brincar com o gato, se jogar no sofá... Estar a vontade, confortável, descontraída, sentir-se livre!
  Cores aconchegantes e calmas como azuis e rosados, a ternura do branco, o sabor de natureza dos mesclas. Estampas delicadas, listras, lacinhos, rendinhas e botões. Uma lingerie só sua, para um momento só seu.



sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Momento de seduzir...


A arte de seduzir trás um novo mistério... Esconder mais do que mostrar, uma maneira sofisticada de atrair.
  Peças em modelagens limpas, onde o tecido fala por si. Cores intensas, combinações ousadas, fendas, rendas, brilho, tules... Tudo com ares intrigantes, para criar um clima e surpreender.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Momento de amar...

Peças delicadas, trabalhadas com rendas, cores claras e empoeiradas, tudo com ar de inocência. Modelagens soltinhas, tecidos macios, lingeries confortáveis, que não apertem.
    Florais de porcelana, franzidos e babados que lembram pétalas. Laises, tules, petit poás, rendas e transparência.
    Tudo para aumentar a sensação de leveza, delicadeza e romance a flor da pele.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Coleção Inverno 2012: Momentos...

A mulher descobre a cada momento sensações e desejos diferentes. A alma feminina é sensível e envolvente, se descobre diariamente. A lingerie, o seu segredo mais íntimo, não somente deve envolver o corpo, mas conhecer a sua alma.
  O tempo transforma a alma feminina. O que norteia os nossos gostos, estilos, desejos, são os momentos. A vida é feita de momentos. Momentos de amar, de seduzir, de relaxar,  de elevar a auto estima. O importante é se entregar por inteiro a cada instante. Entregue-se aos momentos da coleção Inverno 2012...

Em breve...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pesquisa Use Fashion: Moda, educação e mercado

Não faz muito tempo que o Brasil viu expandir vertiginosamente o número de escolas, faculdades e universidades dedicadas ao ensino de moda. Também só recentemente o país percebeu que os negócios de moda são e devem ser tratados como coisa séria, capazes de gerar um número significativo de postos de trabalho e gerar dinheiro. Entretanto, apesar das duas esferas, acadêmica e de mercado, andarem na mesma direção, as vantagens da convergência entre elas ainda escapa a muitos e carece de esclarecimento. O período é de amadurecimento dessa relação e é sobre alguns aspectos desse processo que vamos tratar neste report.
Imagem de coleção de graduando na Royal Academy of Art, da Antuérpia, que abriga a divisão de moda.


Para início de conversa, o cenário é o Brasil de 1980, no qual se dá um crescimento significativo da indústria têxtil e de confecção. Os profissionais naquela época exibiam currículos das mais diversas áreas e experiências, a maioria deles havia sido treinado no assunto de maneira autodidata ou pela proximidade com pessoas que dominavam as técnicas de feitio. É de se lembrar que grandes nomes da moda nacional, como Zuzu Angel, desenvolveram as habilidades sem um ensino formal. Mesmo hoje, o número de profissionais em atividade na área, nestas condições, é enorme.
Zuzu Angel


Nesse período, no Brasil, a moda já era um fenômeno poderoso, envolvia celebridades e revistas especializadas, e o consumo criava demandas para a indústria, exigindo capacidades e competências nem sempre encontradas nesses profissionais. Foi aí que por força de algumas iniciativas, primeiramente tímidas, passou-se a encaixar disciplinas relacionadas à moda em cursos de design industrial, ou então oferecidas a título de cursos de extensão. Só depois elas tomaram corpo para se tornar de fato cursos especificamente voltados para a moda.
Imagens dos anos 1980: Xuxa | Liége Monteiro e Maitê Proença | Capa da Cláudia Moda


Pode-se destacar os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais como os primeiros a adotar a formação acadêmica dos profissionais. Minas, já no final da década de 1970, com o Grupo Mineiro da Moda e o curso de extensão de Estilismo & Modelagem do Vestuário na Universidade Federal de Minas. São Paulo vem logo depois, em 1988, com o primeiro Superior em Moda na Faculdade Santa Marcelina. No Rio, o Senai-Cetiq foi o responsável por fomentar a virada. Desde 1985, a instituição oferecia o curso de longa duração em tecnólogo para criação de moda.
As instalações da Escola de Belas Artes da UFMG na década de 1970, que desde o início abrigaram os cursos de moda, e sala de moda atual.


Responsável pela criação dessa demanda, a indústria brasileira, impulsionada pelas tecelagens, foi aos poucos absorvendo esses profissionais e estabelecendo as exigências que levaram os interessados em ter o seu lugar ao sol a passar pelo processo de educação.
Tradição na tecelagem brasileira com a Santaconstancia, de Gabriela Pascolato, e a força do algodão nacional


Atualmente, o amadurecimento e a expansão, tanto do lado acadêmico quanto da indústria, aumenta a exigência dos dois lados. Para a academia, o desafio é formar profissionais capacitados para a criação. Para a indústria, trata-se de aprimorar a gestão dos processos de criação e desenvolvimento, e é a troca de capacidades de um lado e de outro que leva ensino formal a flexibilizar as exigências de protocolo e trazer os profissionais experientes para dentro da sala de aula. Em contrapartida, a indústria se vê tomada por metodologias e princípios de criação com os quais não estava habituada a lidar.
Um dos “filhos” dessa geração é o estilista Alexandre Herchcovitch, vindo da Faculdade Santa Marcelina.


Alexandre Herchcovitch e Jum Nakao são dois bons exemplos desse intercâmbio entre ensino e mercado. O primeiro assina a direção artística do curso de moda do Senac São Paulo, ao mesmo tempo em que acumula o trabalho profissional com marcas próprias no mercado. O segundo, trocou as passarelas pelo ensino e segue palestrando e ministrando cursos pelo Brasil.
Alexandre Herchcovitch e Jum Nakao


Mario Queiroz é outro nome que mantém a própria marca e paralelamente trabalha com a educação de moda, seja como doutorando ou como professor. Na temporada de verão 2010/11, Mário recebeu patrocínio do Instituto Europeu de Design (IED) para realizar coleção. Como professor da instituição, ele levou para dentro do ambiente educacional toda a preparação do desfile. Os alunos puderam ver “na prática”, a seleção de casting, maquiagem e styling de um desfile.
Mario Queiroz


Cristiane Mesquita, que leciona na Anhembi Morumbi, é autora e organizadora de títulos importantes na área e é apontada como uma das figuras mais influentes no ambiente da moda atual, também vem de atuações no mercado.
Cristiane Mesquita e seu livro "Moda Contemporânea"


As convergências entre educação de moda e mercado esbarram no abismo que separa as necessidades e a realidade das práticas cotidianas, e as exigências que a formalização do ensino acarreta. No Brasil, é o Ministério da Educação (MEC) que dá as diretrizes e o reconhecimento para os cursos nos seus mais variados níveis. Somente no ano de 2002 é que aqueles primeiros cursos, surgidos há mais de uma década e destinados especificamente à moda, começaram a ser reconhecidos.
Página na web e imagem de realizações da Santa Marcelina


A diversidade de áreas relacionadas com a prática de moda (negócios, estilismo, styling, etc) problematiza a definição dos termos exatos a serem utilizados e as exigências que o MEC necessita colocar na cartilha para garantir a boa qualidade do ensino. Só em 2006, por meio do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, o MEC incluiu o ensino técnico de moda, organizando e orientando as instituições no que diz respeito a estrutura, ao número mínimo de horas de ensino e as competências que devem ser desenvolvidas nos alunos. O Senac SP é uma das intituições que abriu o leque, assimilou o ensino do styling e disponibiliza cursos também em outra regiões do país.
Logo Senac São Paulo | Anúncio de workshop de styling.


Ainda engatinhando, mas certamente avançando, o Brasil segue os passos que outros países, tidos agora como referência, passaram. Caso da França, que já em 1841 contava com a École Supérieure des Arts et Techniques de la Mod (ESMOD), elaborada pelo alfaiate Alexis Lavigne.
Imagens de elaboração de coleção na ESMOD


Nos dias atuais, o ensino de moda da Royal Academy of Fine Arts da Antuérpia é uma das referências na convergência entre ensino e mercado. Sua filosofia inclui liberar em cada aluno o que houver de menos ortodoxo e, assim, continuar formando criadores de peso, como Walter Van Beirendonk (atual dirigente do setor de moda da instituicão), Dries Van Noten e Ann Demeulemeester, entre outros nomes da chamada escola belga, que também passaram por lá.
Cartaz da Royal Academy | Walter Van Beirendonck | Look criado por graduando.


Este é uma abordagem curta de um longo assunto. Impossível abarcar por inteiro as relações entre o ensino de moda e o mercado, que são profundas e muitas vezes nervosas. A tensão gerada pela necessidade de preservar a integridade do processo criativo e seus resultados, e as exigências produtivas e comerciais, pauta esta em questão. O que o ensino viabiliza, além do conhecimento e da técnica específica, é a capacidade de lidar com esta fricção antiga que, de certa forma não tem mesmo solução. Entretanto, é dela que se originam as transformações, preservando a moda como atividade criativa e projetual, em constante mutação, e não apenas como um objeto de estudo ou mera mercadoria.
Imagens de ambiente de curso de moda

Fonte: www.usefashion.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Bolsas Louis Vuitton viram animais

A britânica Billie Achilleos, formada em artes, usou sua criatividade para renovar bolsas de grife. Ela transformou as peças mais desejadas da grife Louis Vuitton, cintos, bolsas, carteiras e niqueleiras, no formato de animais.
   
Esquilo, sapo, besouro, cigarra, cobra, castor, pássaros, coruja, gato, coelho, pato, cachorro, siri, porco espinho, camaleão e galo foram criados para a divulgação de um novo serviço da grife, no qual é possível que o cliente crie seu próprio monograma.
   
O Mon Monogram permite que sejam aplicadas as iniciais de acordo com a preferência do cliente. Os monogramas personalizados podem ainda receber duas faixas de cores.
   

Qual a sua preferida???


Fonte: www.usefashion.com