quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tribos urbanas: Preppies

O termo “preppy”, ou “preppie”, faz parte do vocabulário popular norte-americano, tradicionalmente utilizado para descrever o estilo de vida dos jovens que frequentavam as principais escolas preparatórias privadas nos Estados Unidos. Essas características incluíam vocabulário, sotaque, vestimenta, maneirismos, etiqueta e hábitos diários particulares. 
Os preppies são considerados uma subcultura e não uma contracultura, como os hippies ou os punks, por exemplo, pois não se opuseram às normas e valores da cultura dominante. Formavam um grupo muito pequeno e restrito, mas a partir de publicações dedicadas e personagens de filmes de sucesso, a tribo ganhou status pop dentro da cultura norte-americana. Como reflexo disso, o visual preppy passou a ser reconhecido como identidade do grupo e como símbolo de popularidade e status.
Nos útimos anos, o termo “preppy” tem sido largamente utilizado pela indústria da moda para descrever o estilo que inspira muitas marcas e estilistas. Muitos criticam o uso do termo nesses casos, pois não são consideradas as origens geográficas, o nível de educação, as raízes conservadoras e outras características típicas, que de fato foram a base para o desenvolvimento da cultura preppy. A verdade é que, como várias outras tribos já surgidas, foi o visual do grupo que gerou e continua gerando o maior impacto dentro da cultura, pois muitos hábitos e estilos de vida se desfizeram com o passar dos anos, mas a imagem preepy continua atual, graças às novas interpretações surgidas no cenário da moda. 

Estilo

Seus hábitos e estilo eram focados na realização profissional, na propriedade intelectual e, principalmente, na distinção social. Em conformidade com os uniformes das universidades, a composição de casaco, gravata, camisa e calçado social tornou-se potencialmente em um visual que os faziam sentir pertencentes a algo.
O estilo dos preppies era frequentemente formal, associando-os à aparência profissional de um adulto. Outras peças standart de um autêntico preppy incluíam blazer azul-marinho, camisas formais, gravatas listradas, calça cor cáqui, polos de algodão, napolitanos e mocassins, suéteres decote V com padronagem argyle, usados em cima de básicas de gola alta ou “jogados” por cima dos ombros e amarrados na frente com os punhos dobrados. O estilo, assim como a cultura preppy, teve origem nos anos 1950.
 
"Official Preppy Handbook", de 1980 | J. Press/Inverno 2011


Com a chegada do visual exagerado dos anos 1980, o estilo preppy como tendência decaiu, mas muitos dos seus itens tradicionais viraram clássicos e nunca saíram de moda. O estilo teve um revival no final dos anos 1990, quando estilistas como Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, Marc Jacobs e Luella Bartley começaram a incorporar aspectos preppies em suas criações. O estilo preppy se aplica melhor às marcas mais tradicionais, como Brooks Brothers, Lacoste e Ralph Lauren, e especialmente à companhias locais, como J.Press, The Andover Shop, Vineyard Vines e Murray’s Toggery Shop.

Para onde vai

Hoje, os preppies ainda existem, mas estão mais associados ao estilo de vestir do que à personalidade que os originou. Assim como tudo na vida e na moda, os preppies, incluindo as Vassar girls, foram reinterpretados e assimilados por pessoas de diversas idades e lugares. A maioria delas, mistura o estilo austero e elegante de visual retrô dos preppies, com referências modernas e ousadas.
São pessoas que apreciam itens clássicos de moda, mas o combinam de forma muito peculiar, dando abertura aos estilos rockers, esportivos e utilitários comumente propostos para homens e aqueles ultra-sexy ou demasiadamente femininos para as mulheres. Ou seja, o visual preppy atualmente surge na cena jovem como um mediador entre o clássico e o moderno, e certamente continuará fazendo parte das referências de estilo das próximas gerações.
  
   


Filmes como "Segundas Intenções" e séries como "Gossip Girl" retratam um universo de jovens de classe média alta que estudam em escolas conceituadas. Ambos mostram a pressão que esses jovens enfrentam para entrar em uma boa universidade, manter as boas aparências, portar-se impecavelmente a todo momento, ao mesmo tempo em que enfrentam as dificuldades e inseguranças de qualquer outro jovem.

Segundas Intenções

  
   
Gossip Girl


Os jovens preppies dos anos 1970 hoje são adultos e projetam em seus filhos parte da estética absorvida durante aquela época. Marcas como Brooks Brothers e Ralph Lauren mantém o estilo da linha adulta em suas linhas infantis.
 
Brooks Brothers/Inverno 2011 | Ralph Junior/Inverno 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lingerie Alice... Romance e delicadeza à flor da pele!


LANÇAMENTO!

• 83931: Sutiã Alice
Cores: (002) preto,
(003) vermelho,
(146) delicati,
(163) porcelana
Tamanhos: 40, 42, 44 e 46
Preço: R$26,60

• 63931: Calcinha Alice
Cores: (002) preto,
(003) vermelho,
(146) delicati,
(163) porcelana
Tamanhos: P, M, G e GG
Preço: R$14,90

• 64441: Fio dental Alice
Cores: (002) preto,
(003) vermelho,
(146) delicati,
(163) porcelana
Tamanhos: P, M, G e GG
Preço: R$13,40

Cordel Encantado: da realeza ao sertão brasileiro

Cordel Encantado: da realeza ao sertão brasileiro
Figurino da novela é inspirado em fadas, figuras históricas e filmes 

A novela das 6 da Rede Globo, Cordel Encantado mostra de um lado, o encantamento da realeza européia e, do outro, as lendas heróicas do sertão brasileiro. A narrativa começa quando o rei da fictícia Seráfia do Norte, Augusto (Carmo Dalla Vecchia), sua mulher, a rainha Cristina (Alinne Moraes), e a filha recém-nascida Aurora viajam ao Brasil em busca de um tesouro escondido pelo fundador de seu reino, Dom Serafim.

Para compor os looks dos 4 núcleos da novela (Seráfia do Norte, Seráfia do Sul, Brogodó e Cangaceiros), as inspirações das figurinistas Marie Salles e Karla Monteiro foram fadas, a madrasta da Branca de Neve, os filmes "Guerra nas Estrelas" e "O Senhor dos Anéis", além de ícones da história mundial, como o rei russo Romanov, a rainha Vitória e a rainha Dona Maria I, a louca.


   

Núcleo Seráfia do Norte: Tem predomínio de cores solares, como dourado, tons claros, bege e marrom, a exceção dos vilões, que apostam em verde, bordô e preto.
Rei Augusto: baseado no rei russo Romanov, usa roupas claras e escuras, com detalhes dourados.
Rainha Cristina: fadas foram a inspiração para compor o figurino da personagem, em roupas com tecidos fluídos, tingidos pela técnica vietnamita milenar, chamada shibori.
Rainha Efigênia, a rainha-mãe: mistura entre a rainha Vitória e rainha Maria I, a louca.
Duquesa Úrsula: a madrasta da Branca de Neve e os desfiles de outono-inverno de grifes como Lanvin, Gucci e Pucci. Destaque para penas de pássaro, chapéus, pedras grandes e ombreiras.
    
Núcleo Seráfia do Sul: representada pelo rei Teobaldo (Thiago Lacerda) e pela rainha Helena (Mariana Lima), o guarda-roupa é marcado por prata, azul-marinho e preto, em referência à lua.
Rei Teobaldo, Rainha Helena, Principe Felipe e Principe Inácio: guarda-roupas inspirados nos filmes "Guerra nas Estrelas" e "O Senhor dos Aneis".
  
Núcleo Brogodonenses: os protagonistas usam tons claros e materiais naturais, como juta e algodão, além de aplicações de madeira, sementes, palha e coco.
Açucena/Princesa Aurora: tem em seu guarda-roupa peças com crochê, renda filé e patchwork. As cores são quentes, como vinho, cereja e goiaba.
Jesuíno: usa jeans e coletes de couro, com bordados de linha, destaque para a cor caramelo.
Timóteo: o vilão vem do Rio de Janeiro, por isso as cores de seu figurino são preto e branco. Com o passar do tempo, assumindo as funções do pai Januário Cabral (Reginaldo Faria), começa a usar ternos de linho em cores claras.

  
Núcleo Cangaceiros: têm trajes que recriam o cangaço, com menções a outros guerreiros, como samurais, por exemplo.
Herculano, Belarmino (João Miguel) e Zóio-Furado (Tuca Andrada): têm em seu figurino couro trabalhado, aplicações de tachas e placas de prateadas.
Fotos: Divulgação
Fonte: www.usefashion.com.br 

Ainda não viu? Vale à pena... Uma ótima história com figurinos e cenários maravilhosos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lace Hill

O edifício que é um bairro!


85 mil m² é o tamanho total do prédio Lace Hill em Yerevan, Armênia. Um colosso verde que abrigaria residências, escritórios, comércios e até espaços de lazer. Tudo isso com o maior charme ecologicamente correto.

Criado pelo escritório de arquitetura e design americano Forrest Fulton, o Lace Hill leva o formato de um monte, por conta do monte Ararat que fica próximo a cidade. A colina artificial é coberta por vegetação da região que conta com um sistema de irrigação com água de reuso.



O espaço interno é liberado para pedestres e ciclistas, já os carros precisam ficar num estacionamento subterrâneo que dá acesso para uma rodovia que liga o lugar a todas as cidades da região.





Aqui você encontra mais detalhes sobre este projeto :http://migre.me/4uBXT
Por Andrei Detoni

Restaurante Alice in Wonderland

        Baseado na clássica história de Lewis Carroll, o restaurante Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) é um dos mais loucos de Tóquio, com decoração psicodélica e garçonetes vestidas de Alice.

        Localizado na zona comercial de Tóquio, Ginza, o espaço de 2.254 metros quadrados, está dividida em seções temáticas que refletem cenas do filme animado 1951. O restaurante foi projetado pelo estúdio japonês Fantastic Design Works e é o quarto restaurante “Alice” aberto pela empresa Diamond Dining.








sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bispo veste Armani

Sacerdote encomenda trajes da grife, mas não quer associar moda e igreja
"Isso não tem nada a ver com exibir grifes na igreja ou com a moda do momento, mas é um meio de usar algo bonito para glorificar Deus." Esta afirmação é do Bispo Domenico Mogavero, da ilha de Pantelária, na Itália, que celebrou uma missa trajando indumentárias desenhadas por Giorgio Armani, católico declarado.
  
O estilista produziu 4 vestes para a igreja, em verde, branco, vermelho e roxo, todas decoradas com vinhas, trigo, conchas e estrelas do mar. "As vestes são de bom gosto e foram produzidas em um tipo sóbrio de seda, que transmite a solenidade", argumentou Mogavero, que foi designado bispo na região 4 anos atrás.
Ainda assim, o ato isolado de Mogavero na pequena ilha vulcânica já foi suficiente para gerar debates acalorados. Conhecido como libertário para os padrões da igreja, as roupas do Bispo dividem opiniões do clero, relembrando o episódio em que o Papa Bento XVI estaria usando sapatos Prada.
Armani passou férias em Pantelleria durante 37 anos e é proprietário de um retiro de luxo na ilha.
Fotos: Divulgação
Eduardo Pedroso

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lar doce lar

O hábito de ficar em casa tem crescido com o passar dos anos, atingido diferentes públicos e estabelecido padrões de comportamento enquanto determina novas oportunidades de negócio. Pessoas de pouca ou muita idade são responsáveis por transformar o desenho e a utilização dos interiores residenciais, dando-lhes um sentido multifuncional, no qual o espaço, antes privado, é aberto ao trabalho e ao lazer. Veja no decorrer deste report como fica o vestuário e a decoração inseridos nessa realidade. Na imagem, a “rainha do design escandinavo”, Grete Prytz Kittelsen, na casa onde morou, trabalhou e se divertiu com amigos.
Grete Prytz Kittelsen em sua casa multifuncional, onde permaneceu até o seu falecimento em setembro de 2010


Construída na década de 1970 pelo arquiteto modernista Arne Korsmo, a casa de Grete é cercada por natureza e dispõe de amplo espaço no qual funcionaram casa e escritório, algumas vezes também usado para seminários e exibições. No mobiliário, é possível ver soluções tanto relacionadas ao conforto em geral quanto à estadia de convidados. Ambientes como esse ilustram o papel central que a moradia tem atualmente e justificam em parte o prazer que um grande número de pessoas encontra em ficar em casa.    

Para os jovens brasileiros, um dos grandes estímulos para o hábito caseiro é a internet. Manter relações interpessoais através da comunicação virtual é prática corriqueira para a geração que cresceu em contato com a tecnologia. A essa intimidade com o virtual, hoje se pode incluir os próprios pais e avós dessa geração. No gráfico de 2010, os resultados do Dossiê Universo Jovem MTV 5 - Screen Generation, que pesquisou um universo composto por 64 milhões de jovens brasileiros, de 12 a 30 anos das classes sociais A, B e C.
Hábitos de lazer da “Screen Generation”, geração que já ultrapassou a época do apertar botões e está na era do toque digital.


Além do espaço e das suas significações, o comportamento “caseiro” se transformou dentro da moda, fazendo emergir um novo conceito. Antes uma extensão de velhas formas, materiais e soluções de modelagem, ele passou receber atenção especial de designers e ganhou espaço diferenciado no mercado, rebatizado internacionalmente como "homewear" ou "loungewear".
Revista Burda/jan 2011 | Oysho - Milão | Juicy Couture - Curve NY


Grandes marcas entraram por esse caminho, oferecendo produtos que vão muito além do pijama e da camisola.









Juicy Couture - Curve NY | Stella McCartney/Verão 2011/12

O tratamento dado ao homewear recebe influências conforme os estilos de público e das tendências da temporada.
Victoria´s Secret/Verão 2011/12 | Frou Frou - Curve NY | La Senza - Londres


O conforto é primordial e o bem vestir não é deixado de lado. O editorial é do caderno de moldes da Revista Burda de janeiro deste ano, edição especialmente dedicada a confecção de peças homewear. 
Revista Burda/jan 2011


Conforto idêntico ao do vestuário, e com visível influência dele, é também aplicado ao design de móveis. O sofá da designer Hanna Emelie Ernsting pode ser mudado conforme a vontade do usuário. Sobras de tecido e enchimento macio contribuem com a ideia.
Sofá da designer Hanna Emelie Ernsting


Interagindo com o fenômeno, nomes conhecidos da moda fazem o caminho inverso e estendem sua assinatura para os objetos de decoração.
Jean Paul Gaultier for Roche Bobois


A Ralph Lauren é uma das que mantém uma linha de decoração para casa consistente.
Ralph Lauren - NYC | Ralph Lauren Home


A mais recente a entrar nessa vertente é a francesa Hermès, que acaba de lançar sua linha de móveis e decoração no último Salão Internacional do Móvel de Milão, ampliando a relação moda/casa e contemplando o crescente hábito de permanecer por mais tempo em interiores domésticos.

A Missoni é uma veterana na área, transitando entre roupas, têxteis e objetos para casa com a mesma desenvoltura.

Outro sintoma que reforça a tendência pode ser comprovado no grande número de projetos de interiores de lojas que adotam a casa como tema de decoração. O objetivo, ao criar associações entre o ambiente doméstico e o comercial, está relacionado ao conforto, mas vai além disso, acionando todo um conjunto de valores atribuídos na atualidade à vida "indoor".

La Merceria - Buenos Aires | Doc Dog - São Paulo | Not Naive - São Paulo

Fotos: Divulgação
Eduardo Motta

Fonte: www.usefashion.com.br